segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Treze castanhas



Escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho.

Teve nove filhos, plantou milhares de árvores tem uma caligrafia que me faz inveja.
Este foi um dos últimos castanheiros que plantou, tive a sorte de o ter acompanhado nesse dia.
Não tenho bem a certeza mas passaram três quatro anos, agora tudo é mais difícil até mesmo dar um simples passo.
Quando cheguei de fim de semana a mãe comoveu-me ao contar-me o que se tinha passado.
-Levantei me bem cedo enquanto ele dormia, fui lá em baixo e apanhei treze castanhas bem grandes, fui ao quarto ter com ele, mostrei-las.
-João são do castanheiro que plantaste lá abaixo, olha que lindas!

Lindo momento, cheio de vida...

8 comentários:

  1. As tuas histórias dirigidas a quem só tu sabes, deixam-me sempre a sonhar... As imagens ajudam no resto da imaginação!

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  2. cabrao..... o teu blog devia ser mais conhecido.... acho que vou tratar disso .........

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  3. ja está, se te ligarem da radio comercial diz que vais da minha parte :)

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  4. Olá, tenho visitado o teu blogue mas ainda não tinha comentado, tenho gostado do que vi e li, belas fotos acompanhadas de palavras simples mas cheias de sentimento e conteúdo, um abraço, bom final de semana.

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  5. O João " Ferreiro" ... lembro-me bem dele...da " Tia " Filomena... lembro-me bem de todos...

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  6. “Eu morro, eu morro, eu morro ..!
    Ó Filomena vem cá!
    Tanto filhinho e hoje não tenho cá nenhum!”
    Diz a mãe que tem momentos que faz rir as pedras da calçada e só está bem quando estou junto dele e na cama com ele.

    Sobre as castanhas, no Carregal, um dia o pai passou por uma velhota que andava a apanhar castanhas num souto e perguntou-lhe pelas filhas:
    - “Como é que andam as suas filhas?”
    A velhota que era surda, percebeu mal a pergunta e respondeu:
    - “Todas furadas, todas furadas!”

    Até já,
    Arménio

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  7. As lágrimas correm, a saudade aperta... pai, mãe estou quase a chegar!
    Saber que o Nuno está por "perto", deixa-me descansada!
    Beijo do "Fidalguinho".

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  8. Esse castanheiro ate hoje semeia vida...a familia cresceu, mas nunca perdeu o rumo...porque te temos avô!!!As tuas palavras tio relembram-m momentos passados que irão perdurar nas nossas vidas e que farão certamente parte das gerações vindouras!!A familia é a razao da nossa existência!!!
    Adorei o teu blog, serei visita assidua;)

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