quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Hoje fui ao Vouga...



O Natal os meus anos!

Os ultimos dias ``ou anos´´ não têm sido faceis...

Hoje fui ao Vouga...

Bom ano para vocês.



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

- Olá boa tarde !

 
- Olá boa tarde
- Não ouço nada.
- Boa tarde como se chama?
- Não ouço nada, tem de se aproximar.
- Boa tarde está bom?
- Não percebo nada o que está a dizer, sabe fui eu que ajudei o meu pai a por aqui estas pedras nos canastros, tá a ver aquela videira ali tão grande? fui eu que plantei, era do tamanho deste dedo.
- Este ano não cortou as uvas?
- Não percebo nada o que voçê diz...
- Foi um prazer conhece-lo até outro dia!
- Raio do homem.



domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal.




Este é o meu postal de Natal, do outro lado uma mensagem de paz, saúde, amor e alegria, é isso que vos desejo.
Nuno Correia

Luis Carlos o Pastor




Este é o pastor Luis Carlos a história deste homem todos ouvimos falar...
Um abraço Luis Carlos, vê se consegues ser feliz.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lavrar a Terra




Por orgulho honra e persistência acontece todos os anos.
Lavrar a terra para não deixar a monte ao desleixo.
Gente rude e humilde,
Rasgam a terra com parelhas de bois e arados de pau.
Terra que liberta odores por á muito não respirar.
Lavrada sangra como cortes nas veias desta gente.
Até não poderem mais...
 
 


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Na aldeia






Pelas ruas da Alegria e Esperança o mais desperto e atento é o cão, ao ver o triste e simpático burro desata a ladrar como se a rua fosse toda dele, a cabrita mal o vê encosta tudo á direita e de passinhos mansos e cabeça baixa dá tempo para as vacas passarem uma por uma até virar a esquina e respirar de alivio!



Na aldeia...

Noite


domingo, 13 de dezembro de 2009

Terras do Demo

Terras do Demo – Terra de Homens


Uma vez um homem travou do bordão e partiu a correr as sete partidas do mundo. Andou, andou até que foi dar a uma terra de que ninguém faz ideia.


Terras do Demo


Terras do Demo se chamou esta terra. E Aquilino Ribeiro foi o cronista-mor desta pátria estranha onde nenhum rei passou em seu governo.
Conta a sua história desde o princípio do mundo, desde as orcas. Fala dos homens e da terra.
Os homens são camponeses e pastores quase todos. Regam com suor a terra ou dormem no monte com as ovelhas. Pesam-se a trigo, cumprindo promessas e correm com os gados à volta de capelas que encobrem grutas onde a divindade se revelou a uma criança.
Nascem e morrem como o dia e a noite, desdobram a vida como a Mãe-Natureza faz com as estações.
Partilham o pão com os mendigos e os peregrinos. Vigiam as fronteiras indecisas que se abrem à senha de almocreves, às vozes dos senhores padres, aos empurrões da Justiça e da Fazenda, que se abrem mal aos passos do mestre-escola.


Têm as feiras e as romarias para seu encontro. E a festa do oráculo. E os balcões da taberna. E os serões. E as noites de inverno em casa, e os lumes da urze e os caminhos sombreados de castanheiros antigos e a mansidão dos pinheirais e o coração que salta no peito sempre que chega o tempo do amor. E ciúme, facadas, um corpo levado numa manta e os choros das mulheres.
Quando a terra se arma em madrasta os homens dão, às vezes, em fugir. Mais os novos. Uns rumam ao Brasil. Outros vão para Franças e Araganças. Vão e vêm, conforme a sorte.
Terras do Demo! A vida dos homens cumprida, como saga contada por um escritor atento e comovido. A vida feita Via Sinuosa que conduz ao Paraíso.
Mas Aquilino Ribeiro suspendeu a crónica num tempo em que o Paraíso ficava ainda distante...










domingo, 6 de dezembro de 2009

AGRESTE


 

Agreste, duro e belo caracterizam algumas das imagens, textos e problemas da autoria do meu irmão Arménio Correia.

Como ele me disse:
"As coisas boas devem ser partilhadas e se possível servirem como exemplo de bem estar e estar bem com a vida"

www.armeniocorreia.blogspot.com/

Nascente do Vouga



Nascente do Vouga.

Desde miúdo que fazia questão de ir à nascente do Vouga, o início da caminhada era feito de descias acentuadas nas rochas que as as mulheres de bacias à cabeça tanto temiam até chegar à fonte da cadela onde lavavam a roupa e punham a corar mesmo em cima das ervas.
Estando na fonte olhava para cima e não resistia em subir calhau em calhau e perder-me na pedreira onde encontrava por vezes o Zé Carneiro a guardar as suas cabras negras enquanto fumava o seu Definitivo, de fisga e pistola de pau naqueles rochedos imponentes eu sentia-me grande e imparável!
O Vouga era logo ali atrás a cede levava-me lá por instinto ou fraqueza, fazia-se tarde era hora de regressar a casa a minha mãe ficava preocupada enquanto não chegava.
Quando lhe perguntavam por mim ela insistia em dizer:
-O meu turista deve andar pela pedreira...

Hoje e depois das obras o caminho para o Vouga não tem tanta beleza, passaram bulldozers por os calhaus para carros passarem, os muros caíram, arrastaram as giestas e carvalhos para plantarem árvores e plantas tropicais, aprovaram construções de tamanhos gigantes, a nascente do Vouga está parcialmente vedada e a corrente das águas mudaram de rumo!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Gosto do teu jardim...


Gosto do teu jardim...
As petalas e folhas ficam bem com a porta da tua casa.
Os teus vasos são baldes e cantaros, engraçado!
Gosto do teu jardim assim.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Verdes são os campos,



Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões