segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Fráguas - Vila Nova de Paiva








O primeiro raio de sol despertou-me para o dia, em todos os cruzamentos sentia que estava perdido.
Sem perceber porque o carro parou na Vila de Fráguas, nas esquinas das ruas solarengas o território era de gatos, ao verem-me os cães destemidos corriam para mim a ladrar, não mostrava medo e com o passar do tempo eram companheiros. Quando em vez ouvia-se os guinchos do porco até ao ultimo suspiro na aldeia em que o som de fundo é a bravura do rio Paiva.

Gostei de passar por lá aquele dia...





quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

RTP - REGRESSO AO CAMPO

RTP - REGRESSO AO CAMPO

Querem mudar de vida, tal como os seus pais e avós, mas têm outros valores...João Carvalho viveu onze anos em Londres. Teve êxito, mas fartou-se do frenesim citadino e dos horários das 9 às 5. Optou por uma existência mais simples. Veio viver com a mulher e o filho recém-nascido para uma casa velha que comprou na Benfeita, em Arganil Está a reconstruir a casa pelas suas próprias mãos. Só usa ferramentas manuais, e o mínimo de cimento ou de combustíveis fósseis. O casal é vegetariano. Por isso, quando chega a hora de almoço, Claire só tem de descer às hortas abandonadas mais próximas para colher a refeição. Também já fizeram vinho e cinquenta litros de azeite. João desistiu propositadamente de uma vida com torradeiras e aquecimento eléctrico. Podia tê-la sem dificuldade, mas quer “viver com menos”, como diz. Claire e João são um exemplo de um grupo de novos rurais com crescente implantação nalgumas partes esquecidas de Portugal, como a serra da Lousã ou o barrocal algarvio. Os primeiros destes neo-rurais eram estrangeiros. Vinham de uma Europa Central então ameaçada por Chernobyl. Por cá, desde os anos quarenta do século passado que as migrações eram em direcção às cidades. Foi este êxodo que transformou Portugal num pais macrocéfalo, com um interior cada vez mais desertificado e a população concentrada no Litoral e na Grande Lisboa. Mas o mundo rural mudou muito nos últimos trinta anos. Os tractores substituíram o trabalho braçal. Hoje também há supermercados, auto-estradas, subsídios comunitários, Internet. Iniciou-se outra migração interna, a mudança para o campo dos ex-citadinos, e os geógrafos até já distinguem diferentes grupos de “neo-rurais”: os que partem por motivação ecológica, os que na reforma regressam à terra natal, aqueles que se dedicam ao tele-trabalho, e até os desempregados por causa da crise... São algumas dessas pessoas que o documentário vai encontrar. “Valorizam o seu próprio tempo e modos de vida mais solidários “ – explica a geógrafa Teresa Alves – “e vão à procura de actividades em equilíbrio com a natureza. Também são pessoas que têm uma cultura de território e que buscam um lugar específico onde possam ser felizes”.



Um documentário de Paulo Silva Costa, com imagem de Rui Lima Matos, edição de João Gama, sonorização de Luís Mateus e produção de João Barrigana

[…]

Quintela da Lapa 01-12-2010










quinta-feira, 18 de novembro de 2010

tratar patologias


Com vista tratar patologias nos edifícios estou a pensar preparar uma nova exposição de fotografia, esta janela vai ser prescrita para locais com falta de luz própria é o método mais económico de resolver este tipo de problema nas habitações.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ofereço 500 Pinheiros com 0.1m a 0.5m...


Recebi um Pinhal de herança com mais ou menos 2500m2,
No próximo mês terei de fazer uma limpeza, existem centenas de pinheiros com 1,5m dos quais vão ficar 400 os restantes com medidas entre 0.5m a 1m vou ter de cortar ou replantar!
Conclusão tenho para oferecer 500 pinheiros com 0.1m a 0.5m estão interessados?
Tudo grátis só têm de pagar o transporte, vasos ou covetes...

Promoção limitada ao stock existente
aos preços indicados acresce iva à taxa legal em vigor.
ATENÇÃO: Não se aceitam devoluções de Produtos Adquiridos em Campanha





sexta-feira, 12 de novembro de 2010

De um dia para o outro...


De um dia para o outro o preço do aço disparou e teria de cumprir regulamentos de empresários de quarta classe, não.
No outro dia tive um chefe por quem não sentia o minimo de piada, fui chamado pelo presidente e fui dispensado pela crise virtual...
De um dia para o outro passaram alguns anos...
Um dia destes sei que isto vai terminar!
Sinto-me bem, aos amigos um abraço, aos outros felicidades se é que um dia terão...


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vem sentar-te comigo, Lídia...





Vem sentar-te comigo, Lídia...
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimentos demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

"Odes" de Ricardo Reis






quarta-feira, 20 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010