quinta-feira, 18 de novembro de 2010

tratar patologias


Com vista tratar patologias nos edifícios estou a pensar preparar uma nova exposição de fotografia, esta janela vai ser prescrita para locais com falta de luz própria é o método mais económico de resolver este tipo de problema nas habitações.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ofereço 500 Pinheiros com 0.1m a 0.5m...


Recebi um Pinhal de herança com mais ou menos 2500m2,
No próximo mês terei de fazer uma limpeza, existem centenas de pinheiros com 1,5m dos quais vão ficar 400 os restantes com medidas entre 0.5m a 1m vou ter de cortar ou replantar!
Conclusão tenho para oferecer 500 pinheiros com 0.1m a 0.5m estão interessados?
Tudo grátis só têm de pagar o transporte, vasos ou covetes...

Promoção limitada ao stock existente
aos preços indicados acresce iva à taxa legal em vigor.
ATENÇÃO: Não se aceitam devoluções de Produtos Adquiridos em Campanha





sexta-feira, 12 de novembro de 2010

De um dia para o outro...


De um dia para o outro o preço do aço disparou e teria de cumprir regulamentos de empresários de quarta classe, não.
No outro dia tive um chefe por quem não sentia o minimo de piada, fui chamado pelo presidente e fui dispensado pela crise virtual...
De um dia para o outro passaram alguns anos...
Um dia destes sei que isto vai terminar!
Sinto-me bem, aos amigos um abraço, aos outros felicidades se é que um dia terão...


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vem sentar-te comigo, Lídia...





Vem sentar-te comigo, Lídia...
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimentos demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

"Odes" de Ricardo Reis