terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Orgasmo, poema de Miguel Torga, em plena Serra do Açor





ORGASMO

Deixa que eu te descubra, anónima paisagem,
Corpo de virgem que não amo ainda!
Fauno das fragas e dos horizontes,
Sonho contigo sem te conhecer…
Sonho contigo nua, a pertencer
Ao silêncio devasso e à solidão!
Num pesadelo, vejo amanhecer
O sol e o vento no teu coração!


E é um ciúme de Otelo que me rói!
Só eu não posso acarinhar a sombra
Do teu rosto velado!
Só eu vivo afastado
Dos teus encantos!
E são tantos
E tais!
Que eu não posso, paisagem,
Esperar mais!

Miguel Torga, Diário V

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Passagem pelo Porto


A minha passagem pelo Porto...  

Nevoeiro, de Fernando Pessoa


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

Fernando Pessoa, Mensagem

sábado, 3 de dezembro de 2011

Aqueduto dos Pegões





O Aqueduto dos Pegões, foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar, e tem cerca 6 km de extensão.
A sua construção foi iniciada em 1593, no reinado de Filipe I de Portugal, sob a direcção de Filipe Terzio, (arquitecto-mor do reino) e foi concluída em 1614 por Pedro Fernando de Torres.
O aqueduto tem 58 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. A sua altura máxima é de 30 metros. Nos extremos apresenta casas abobadadas, que têm no centro, uma larga pia destinada à decantação da água.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aqueduto_dos_Peg%C3%B5es




Grutas de Mira de Aire




A actuação da água das chuvas sobre o calcário!
É sem duvida uma das maravilhas de Portugal, só mudava a cor das lampadas e eliminava os jactos de água para sentir a gruta mais natural.




sábado, 26 de novembro de 2011

Solidão






Solidão

Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.


És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente...
Que plenitude de solidão, mar solitário!

Juan Ramón Jiménez, in "Diario de Un Poeta Reciencasado"

Tradução de José Bento

domingo, 6 de novembro de 2011

Em Almofala



Em Almofala, Cujó e muitas outras aldeias perdidas  nos montes deste Portugal num momento de crise não há noticias de despedimentos ou encerramento de industrias, aqui não há fabricas, centros comerciais transportes e empresas publicas, nunca viveram acima das expectativas, viveram de uma forma talvez mais equilibrada e isso torna esta gente  mais apta para continuar a resistir, com as dificuldades de sempre acrescidas das dificuldades desta crise que afinal é mundial.

sábado, 5 de novembro de 2011

Uvas, Avelãs, Castanhas, Olival, cores, aromas e vida.


 Ria-se quando dizia que lhe tratava da vinha…

Uvas, Avelãs, Castanhas, Olival, cores, aromas e vida.

Cujó

Cujó de Castro Daire

        



        

 Cujó de Castro Daire, entre o Montemuro e o Alto Paiva, sabe bem andar pelas ruas desta aldeia encostada no supé da Serra em dias de Outono, os aromas da Serra a força do vento o som de uma rularidade que me é familiar.







domingo, 30 de outubro de 2011

Encomendas online.


Decidi comprar online uma Canon 60D e uma objectiva, a minha 400D está completamente cheia lixo.

Comprar online é um risco enorme, sinto-me como os meus amigos da foto...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tancos-Portugal




Azul do Tejo e do céu, amarelo dos campos e dos contornos das fachadas, vermelho da ceramica e do sangue que corre nas veias deste País..