sábado, 26 de novembro de 2011

Solidão






Solidão

Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.


És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente...
Que plenitude de solidão, mar solitário!

Juan Ramón Jiménez, in "Diario de Un Poeta Reciencasado"

Tradução de José Bento

domingo, 6 de novembro de 2011

Em Almofala



Em Almofala, Cujó e muitas outras aldeias perdidas  nos montes deste Portugal num momento de crise não há noticias de despedimentos ou encerramento de industrias, aqui não há fabricas, centros comerciais transportes e empresas publicas, nunca viveram acima das expectativas, viveram de uma forma talvez mais equilibrada e isso torna esta gente  mais apta para continuar a resistir, com as dificuldades de sempre acrescidas das dificuldades desta crise que afinal é mundial.

sábado, 5 de novembro de 2011

Uvas, Avelãs, Castanhas, Olival, cores, aromas e vida.


 Ria-se quando dizia que lhe tratava da vinha…

Uvas, Avelãs, Castanhas, Olival, cores, aromas e vida.

Cujó

Cujó de Castro Daire

        



        

 Cujó de Castro Daire, entre o Montemuro e o Alto Paiva, sabe bem andar pelas ruas desta aldeia encostada no supé da Serra em dias de Outono, os aromas da Serra a força do vento o som de uma rularidade que me é familiar.