sábado, 26 de novembro de 2011

Solidão






Solidão

Estás todo em ti, mar, e, todavia,
como sem ti estás, que solitário,
que distante, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas, como os meus pensamentos,
vão e vêm, vão e vêm,
beijando-se, afastando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se.


És tu e não o sabes,
pulsa-te o coração e não o sente...
Que plenitude de solidão, mar solitário!

Juan Ramón Jiménez, in "Diario de Un Poeta Reciencasado"

Tradução de José Bento

2 comentários:

  1. Ó meu caro isso é São Pedro de Moel e Paredes da Vitória. E dizeres alguma coisa bandido????

    Abraço.

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  2. é mesmo Edgar, na proxima vais comigo! ainda vens todos os fins de semana a Leiria? abraço

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