segunda-feira, 26 de maio de 2014

UM VERSO EM BRANCO À ESPERA DE FUTURO


UM VERSO EM BRANCO À ESPERA DE FUTURO

"No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da senhora da agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E UM VERSO EM BRANCO À ESPERA DE FUTURO."

José Luís Tinoco

2 comentários:

  1. Nuno na França ou em qualquer parte do Mundo o que te espera será... UM VERSO EM BRANCO À ESPERA DE FUTURO

    "No teu poema
    Existe um verso em branco e sem medida
    Um corpo que respira, um céu aberto
    Janela debruçada para a vida
    No teu poema existe a dor calada lá no fundo
    O passo da coragem em casa escura
    E, aberta, uma varanda para o mundo.
    Existe a noite
    O riso e a voz refeita à luz do dia
    A festa da senhora da agonia
    E o cansaço
    Do corpo que adormece em cama fria.
    Existe um rio
    A sina de quem nasce fraco ou forte
    O risco, a raiva e a luta de quem cai
    Ou que resiste
    Que vence ou adormece antes da morte.
    No teu poema
    Existe o grito e o eco da metralha
    A dor que sei de cor mas não recito
    E os sonhos inquietos de quem falha.
    No teu poema
    Existe um cantochão alentejano
    A rua e o pregão de uma varina
    E um barco assoprado a todo o pano
    Existe um rio
    A sina de quem nasce fraco ou forte
    O risco, a raiva e a luta de quem cai
    Ou que resiste
    Que vence ou adormece antes da morte.
    No teu poema
    Existe a esperança acesa atrás do muro
    Existe tudo o mais que ainda escapa
    E UM VERSO EM BRANCO À ESPERA DE FUTURO."

    José Luís Tinoco

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  2. http://www.youtube.com/watch?v=PnNuZ5BuUM0

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