quarta-feira, 29 de outubro de 2014

luzvag@.blogspot.com.


Amigos e seguidores deste velho blogue, venho por este meio, o mesmo de sempre, informar que o endereço nunocoreia.blogspot.com vai ser alterado em breve para luzvag@.blogspot.com.
Na tentativa de melhorar o conteúdo do mesmo e caso tenha passado por aqui mais de 10 vezes agradecia que deixasse a sua sugestão na caixa de mensagens abaixo.

Muito obrigado

1 abraço.

Nuno Correia.



segunda-feira, 27 de outubro de 2014


22:43, 10 estado de espírito, a musica que me deixou para ouvir naquele link teve um efeito ainda maior que o normal, parou tudo! não sei o que responder á sua historia, ás perguntas que ficaram sem resposta, não consigo! Desculpe hoje estou mais estranho que em qualquer um dos outros dias. Boa noite, vou ver a sua estrela lá fora.


sábado, 25 de outubro de 2014


Tinha flores das mais variadas espécies,
Esta tem qualquer coisa de diferente,
Assim como a Céu.
São para si.

domingo, 12 de outubro de 2014

Um Dia de Chuva




Um Dia de Chuva
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Se Eu Pudesse



Se Eu Pudesse

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...


O Guardador De Rebanhos
Alberto Caeiro
08-03-1914

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Se eu morrer de manhã



Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.

Não me lamentes. Eu não me entristeço:
ter tido a morte é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.

Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu
- o único que sei.

Talvez um pássaro me estenda a asa
que não saber voar
foi sempre a minha lei.

Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.

Diz que não estou se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
pois não estar é da morte quanto sei.

Rosa Lobato Faria

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Lagoa Santo André




Parece terem tirado parte de mim, a sentir saudades de Portugal!

Se alguém souber em que dia acaba a crise por-favor avisem, estarei de regresso no dia seguinte, o que eu quero no regresso?


Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais

Eu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal

Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais

Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos, meus livros e nada mais
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais

Elis Regina