sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Self Portrait


21 comentários:

  1. NUA

    Nua.
    Eu soberbamente nua.
    Desnudada na frente do teu olhar
    cobiçoso, aguado, alucinado, guloso
    cinzento desbotado, sedento, malicioso.

    Nua.
    Eu, totalmente, nua.
    O meu corpo desprovido do vestido vermelho
    que rasgaste, estraçalhaste, por inteiro
    sem truques de sedução. Que humilhação!

    Assim, como vim ao mundo, virgem desejada
    sem qualquer pudor premeditado, elaborado
    olho-te, fito-te, descarada, como serpente em ação
    indo ao teu encontro, como gata melosa e felina
    obediente, faminta, sensual, experiente, divina.

    Nua.
    Eu, provocantemente, nua.
    Tens agora o meu apetitoso corpo nas tuas mãos
    que parecem não bastar, chegar, para tal feito
    que te enriquece, sacia, enlouquece e alivia.

    Nua.
    Eu, majestosamente, nua.
    De olhos já permissivos, surda, cega, muda, crua
    de sentidos já perdidos na imensidão da dádiva
    sob o teu inesgotável e aprazível corpo, TUA.

    Autora: (eu)

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  2. Certamente o ponto mais alto deste velho Blogue, se terminasse agora diria que valeu apena só por lhe arrancar este texto. Consegui deixar-me de rastos. Hoje vou sair com este seu Poema na minha cabeça.
    Bom domingo.
    OBRIGADO.

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  3. Minha, quando? onde? é natural confundir o que escreve com quem escreve desta forma.

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  4. Bom dia, Nuno!

    Como está? O seu fim de semana? Está a divertir-se?
    Por aqui, tudo como sempre, portanto, estou em casa e em paz. Levantei-me já passava do meio-dia, pke me deitei, ontem, por volta das 03h da "matina", a escrever, naturalmente. Dói-me a mão dta e as costas deste gesto repetitivo e postura incorreta. No próximo mês, vou para o ginásio, onde farei exercícios de tonificação, relaxamento e alongamentos. Metade da aula será isto e a outra metade será dança diversificada (sevilhanas, dança do ventre, merengue (precisamos de homens), zumba, etc. Vou contar-lhe um segredo: já pratico dança de salão há algum tempo, mas pura amadora, nada de atuações em público. Com frequência organizam jantares, idas a discotecas, etc., mas NUNCA vou, pke as pessoas, eles e elas, "não" falam a mesma "linguagem" que eu, são um pouco básicos, digamos, e fretes eu NÃO faço.

    Há muito tempo k não saio aos fins de semana, por opção, diga-se. Há a limpeza da casa para fazer, k não é nada pequena, embora seja um apartamento, um T4. e como "sofro" daquele síndroma de ter de estar tudo no sítio, tudo muito certinho, por cores, cheiroso, imaculado, mesmo, porque é nesse ambiente k me sinto bem, não saio, mas gosto MUITO de ser assim. A minha empregada doméstica diz-me k eu deveria consultar um psicólogo, pke não conhece ninguém como eu. Já consultei duas vezes, devido à morte prematura da minha mãe, mas um deles, homem, estava em processo de divórcio, portanto, estava pior k eu, e então, tudo o k "vinha à rede era peixe", só que eu era e sou pessoa, SOU MULHER. Era eu k lhe dava "dicas" , conselhos, sugestões, e não o contrário.

    Que exagero! O ponto mais alto do seu blogue? Então, será k eu não conseguirei fazer melhor k isto? Não me arrancou nada, (nem sequer o vestido, je rigole), fui eu que lho (o poema) ofereci, de boa vontade.
    De rastos? Mas, eu queria k ficasse com luz no olhar e feliz, portanto, pra cima, animicamente. Eu entendi a expressão, mas estou a fazer-me ingénua.
    Saiu com este poema no cérebro. Pô-lo em prática? Encontrou alguém k conseguisse fazer, com sensualidade, arte, engenho, ternura, decência, doçura, aquilo k escrevi? É k ficar nu/a é simples, mas o enredo, a conjuntura, a empatia, a doação?

    Não confunda o que escrevo com quem escreve, embora haja algumas semelhanças entre mim e quem escreve, ALGUMAS.

    Se quiser conhecer o meu rosto, poderá consultar os comentários do dia 09 de abril deste ano, no seguinte blogue: Contos e poemas- Jossara Bes. Já sabe o pseudónimo k eu usava, portanto, é fácil. O português k lá utilizo é abrasileirado, pke ela é brasileira e "em Roma, sê romano".

    É o tronco do Nuno na foto? Se sim, é mto harmonioso, devo dizer-lhe e as maminhas são uma gracinha, embora ele, tronco, não dissesse k não a uma MEDIANA musculação. A boa postura é fundamental para a nossa saúde e para a parte estética. O corpo tem de ser trabalhado, independentemente da idade. Há ginásios perto de onde vive? Então, bora lá (não aluda falta de tempo ou disposição). Se vai havendo tempo para as fotos, então tb há para o ginásio,

    Achei natural as perguntas no seu mais recente comentário, já aí em cima. "Minha, quando? Onde? Um homem não é de ferro, caramba, mas algumas mulheres, "são", mas, digo-lhe, tb, que o ferro pode e deve ser trabalhado para se conseguir algo harmonioso e duradouro (o seu pai era ferreiro, segundo li, ou estarei a fazer confusão?).
    Hoje, ficou a saber tantas coisas de mim! "Avec le temps", como diz Léo Ferré, (tem dois "es" ou só um?) k aliás já postou no seu blogue.

    Já respondeu às minhas conversas nos postes abaixo? Fico à espera.

    Bom domingo, k já vai a meio, e aí é mais tarde uma hora.

    À tout à l´heure, chéri ami, Nuno.

    PS: estive a ouvir, antes de iniciar esta conversa/escritura, uma canção da fabulosa Dalida e k se chama: je viens te chercher.

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  5. Quero corrigir o seguinte, Nuno: a canção da Dalida, chama-se: JE REVIENS TE CHERCHER e não, je viens. Entretanto, já ouvi mais, como "Besame mucho".

    Até qdo o Nuno quiser e sentir necessidade de responder-me.

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  6. Está tudo bem, sábado perdido por Paris em galerias de Arte no final do dia a descansar nas margens do Cena, a noite foi de copos o que estragou a manha de domingo, a tarde foi de fotografia. ficou o quarto por arrumar, a roupa por lavar e passar, foi assim.

    Danças de salão parece ter tudo a ver com a Céu, estarmos bem fisicamente é fazer por estarmos bem psicologicamente e assim evitamos consultas que muitas vezes não levam a nada. Mais uma vez obrigado pelo Poema, não encontrei.

    Encontrei uma SENHORA com um olhar belo e expressivo e fiquei a conhecer outro homem da sua vida.

    É o meu corpo.

    O comentário vem depois de uns Gins na noite. Hoje fiquei a saber mais sobre esta SENHORA, que pelas conversas, companhia agradavél, amizade virtual esta a fazer parte dos meus dias e a fazer os meus dias melhores.

    Vou ouvir o que me propõe.

    Boa semana, muita Luz

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  7. Boa tarde, Nuno!

    Tudo bem, respondeu-me. Que "sortudo"! Eu, só tenho algumas "coisitas", que considero estarem bem.

    Então esteve a descansar nas margens do SENA. E viu alguma CENA que lhe desse prazer?
    Para mim, seria IMPOSSÍVEL alcançar equilíbrio, força anímica, relaxamento, olhando o mar ou o rio, porque fico "inquieta "e com arritmia cardíaca na presença desses "senhores". Compreende-se, sou dada a interioridades, algum isolamento consciente e feliz, nasci no interior e sou de um signo TERRA.

    Não lhe respondi, ontem, propositadamente, porque há duas formas de resolvermos as situações: ou entramos a "matar", o que no seu caso, e atendendo às características do seu feitio, é CONTAPRODUCENTE, ou "fazemos" que "compreendemos" o invólucro e o conteúdo, atirando bitaites, o que, também, não faço.

    Não vai ler nada em relação a esse assunto, porque, por enquanto nada lhe vou propor. Às vezes, é preciso irmos até ao fundo do "poço", para deixarmos de "amar" a panaceia e a ilusão. A minha teoria é : para grandes males, grandes remédios, mas para o Nuno esta não é aplicável.

    Deve dizer sempre a VERDADE, independentemente daquilo que os outros possam pensar, porque se o não fizer está a enganar-se a si próprio, e não aos demais.

    Danças de salão tem tudo a ver comigo, acertou, porque sou pela elegância nos gestos e no discurso e por uma certeira sensualidade. Ginásio, já não tanto, confesso.

    Não tem de me agradecer o poema. Transportei-o para o seu blogue, de livre e espontânea vontade. Quando estiver farto de poesia, da minha, diga-me, por favor (esta música de fundo está a "quebrar-me" as ideias, o raciocínio, mas tout droite). Eu sei k não foi de propósito k a colocou, calhou, pois foi.

    Uma senhora? Obrigada pela adjetivação ao meu olhar. O homem da minha vida, foi o MEU AVÔ MATERNO, de nome João. Um sábio, um contador de histórias, alguém muito à frente do seu tempo, um "marginal", k nunca teve profissão. Viajou muito para a época, conhecia Portugal de lés a lés, esteve em Espanha e em Paris, deixando em casa a mulher e os filhos. Voltava qdo queria e entedia e sem avisar.
    Filhos/as casaram, nasceram netos, mas nunca deixou a sua vida de aventureiro, até que nasceu uma menina, sua neta, morena e serena como a planície, no dia 02 de setembro, numa tarde quente e calma: EU. Foi um amor incondicional, sem regras, PURO. Foi o "meu" príncipe encantado: 1,80m, olhos verdes e cabelo castanho claro, mãos pujantes, mas hoje "o céu está mais azul". QUE PAIXÃO! QUE SAUDADES!

    Desculpe, Nuno o meu "ataque de burrice concentrada", mas claro que teria de ser o seu tronco/corpo, porque o título do poste é "Self Portrait". Enfim, limitações!

    O seu comentário não me ofendeu absolutamente nada. O Nuno disse aquilo que qdo está sóbrio, não é capaz de dizer, porque a timidez, sobretudo no plano sentimental, é uma das suas características.
    A teimosia é o seu grande defeito, mas há forma de dar a "volta" à questão, sem k dê por isso. Qdo "levar sempre a taça", ou seja, darem-lhe sempre razão, mesmo não a tendo, começa a ficar "desarmado", e CEDE, E CEDE MUITO.

    Estive a pesquisar sobre o seu signo, e fiquei a conhecer melhor a pessoa k é, e eu já "desenhava", mentalmente. Deixe k lhe diga, que fiz dois anos de Psicologia Didática e Comportamental, para tentar entender algumas atitudes humanas.
    Sentimentalmente, deve ligar-se a mulheres de signo Touro ou Caranguejo, e mais velhas, pke lhe dão segurança e estabilidade. Pesquise, é mto interessante.

    Espero que a amizade k estamos a fazer, DURE, e k sirva para nos engrandecer como pessoas. A distância, dizem os entendidos, acelera e avoluma os sentimentos, e não o contrário.

    Quero os seus olhos "azuis" , hoje e sempre.

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  8. Boa noite Céu.
    Foi mesmo assim, adormeci nas margens do Sena, tive um sono profundo naquele final de tarde, acordei e estava rodeado de Lindas Mulheres, não meti conversa, o meu Francês deixa muito a desejar, fumei um cigarro e retirei-me, só queria mesmo descansar. Como pode viver em Lisboa longe desses senhores e da TERRA Alentejo? onde encontra esse isolamento e tranquilidade?
    Sim é melhor não entrar a matar, é mesmo contraproducente.
    Mas proponha! gostava de conhecer essa teoria, Panaceia e ilusão acha mesmo?
    Não entendi, que verdade é essa?
    A ultima vez que dancei num salão, não me lembro a musica a miúda abandonou-me, já passaram 15 anos, nunca mais!
    Não tem de agradecer, foi apenas o que me pareceu. Há pessoas que nunca morrem, estão por ai mesmo ao nosso lado, eu sinto.
    Parece acertar em algumas da minhas características, mas errou no meu estado quando escrevi aquele comentário.
    Obrigado pela pesquisa e pelas pistas, não estranho agora a forma como escreve e analisa as pessoas aprofundou o conhecimento em psicologia Comportamental deve ser por isso.
    Espero que sim, é um prazer poder contar consigo embora distante.
    Acelera e avoluma sentimentos, poderão os entendidos estar errados desta vez!
    Boa noite Céu.

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  9. Olá, Nuno!

    Com k então, lindas mulheres...!!!!!!!!!!!! O facto do seu francês não ser assim tão eloquente, como refere, não é impeditivo de "meter conversa", nem k seja para falar do tempo.
    Nunca entrarei a matar, bem, pelo contrário. É panaceia, sem dúvida.
    Há 15 anos! Então, deve estar "esfaimado" nesse aspeto, porque na dança quem manda e comanda é o homem. Ele conduz-nos. Razão tinha e tenho eu para não ter querido tirar carta de condução, qdo entrei para a Faculdade, ideia k ainda hoje, mantenho.
    Bem, se calhar pisou a miúda, e ninguém gosta de levar uma pisadela, convenhamos.

    Agora, por dançar, vou contar-lhe uma história real passada comigo. O filho de uma amiga e colega minha fez 18 anos e deram uma festa. 90% das pessoas eram adolescentes, e uns 7/8% eram mais velhas e entre elas estava eu.
    Como eu morava em Moscavide e a minha colega no Estoril, combinou-se k ela viria buscar-me, visto a festa só começar por volta das 16h. Antes uma hora, ela telefonou e falou com a minha mãe, dizendo k estava mto atrasada e tinha a casa cheia de convidados, e só havia uma solução: um colega do filho vir-me buscar, pke era um menino mto certinho e de confiança. A minha mãe pensou e disse k não via inconveniente.
    E assim aconteceu. Ele trazia calças de ganga, ténis, camisa de linho azul clara, manga arregaçada, cabelo médio e óculos iguais aos de Fernando Pessoa. Estivemos a falar ali alguns minutos e a minha mãe recomendou prudência e nada de pressas na condução. Ele sorriu e disse: a senhora pode ficar tranquila, pke conduzo desde os seis anos.
    Partimos e pouco falámos pelo caminho. Chegámos bem, graças a Deus.
    Eu achei k o miúdo fez o maior frete da vida dele, mas fez. Eu fiquei na cozinha com a minha colega, ajudando-a, e os miúdos estavam na garagem da moradia, dançando, dando beijinhos, enfim, namorando. Passado algum tempo, ele, o meu "chauffeur" apareceu na cozinha, dizendo k precisavam de mais gelo e k estavam a dançar um slow, k já tinha tocado, no mínimo umas cinco vezes, sempre o mesmo. É nessa altura k a minha colega diz: então e tu, não tens dançado? Eu convidei o mesmo número de rapazes e raparigas, tive esse cuidado. Resposta dele. Não, não tenho estado a dançar, pke não sei dançar e não me apetece. Não venhas cá com essa, pke um slow toda a gente sabe dançar, disse a minha amiga. Bem, não estejas assim, porque a pessoa k foste buscar é uma dançarina nata, e caso tu não te importes, ela dança qualquer música contigo, pke sei k ela não se importa. Olhou-me e ruborizou. Aceito, disse ele. Então, vamos lá, disse eu.
    Qdo entámos na garagem, ainda o slow, o tal, continuava. Era um música dos Bee Gees, e acho k ninguém deu pela nossa entrada, pke a luz era mínima estavam todos mto "in love".
    É nessa altura k o meu "chaffeur" suspende a música, e o pessoal fica pra morrer. Interromper, não vale, gritaram. Eu permaneci impávida e serena, como sempre. Ele coloca uma música ao gosto dele, uma música harmoniosa, mas daquelas que apetece "dormir" , de tão lenta e duradoura.
    Começamos a dançar, e eu, impus as devidas distâncias. Ele tremia, levemente, e eu perguntei-lhe: tens frio? Corou imenso e disse: OLHE que até tenho calor. É natural, estamos no verão, respondo eu. Terminou a música e voltei à cozinha. Soube através da minha colega k ele tinha feito 19 anos e k era estudante de Arquitetura. Introvertido, arte e mais arte, exposições e mais exposições, etc.

    (CONTINUA NO PRÓXIMO EPISÓDIO/CAPÍTULO)!

    Um dia, proporei, como já lhe disse. As amizades e os sentimentos, em geral, mesmo k virtuais, precisam de ser trabalhados, amassados, fermentados, e por fim "degustados". A sensação de prazer é mto boa, e ficamos com a noção do "dever cumprido".

    Ainda bem k errei no seu estado. Então, aquelas palavras foram ditas conscientemente. Quem escreve, faz-se atriz, e esta faz vários papéis, mas EU NÃO.

    Evidente k os entendidos também falham, e quem sabe se não será connosco. Aguardemos!

    Happy day!

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    Respostas
    1. Então Céu.
      As mulheres de Paris são normalmente encantadoras, com muito charme, não sei porque me deixo dormir, talvez por não saber falar sobre o tempo! brincadeira.
      Não me quero lembrar desse Baile, ela abandonou-me, ali em publico. Penso que se tenha arrependido de tal malvadez, hoje olha para mim de forma diferente, eu sinto. nunca terá o meu perdão.
      Estou ansioso pela chegada do próximo capitulo do chauffeur que é arquitecto e tremia ao dançar com a bela bailarina.
      Tem Heterónimos quando escreve?
      Boa noite Céu

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  10. Então, Nuno!

    Sempre foram, são e serão. São as mais charmosas do mundo inteiro.
    Adormece pke tem sono Mto simples. Agora, as causas desse sono é k ................... (ando tão esquecida e "mentirosa", tb).
    Já passou. Muitos mais bailes vão acontecer. E k bailes! Perdoar não é esquecer.
    Não uso heterónimos, mas sim, pseudónimos.

    É JÁ A SEGUIR!

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  11. Regressei a casa, por volta das 22h, e quem me veio trazer foi a minha amiga e o marido.
    Na semana seguinte, encontrei-a, mas nem falámos da festa, k tinha sido num domingo.
    Duas semanas depois da festa, ela telefonou-me e disse-me k já me devia ter telefonado, pke o "meu chauffeur" tinha pedido ao filho dela o meu nº de telefone. O filho dela sabia-o, mas disse k não lho podia dar, sem falar com a mãe, primeiro.
    Então, a minha amiga, perguntou-me se podia dar-lhe o meu contacto, e eu disse-lhe: mas pra quê? O k é k o miúdo quer? Ela respondeu-me k ele tinha um trabalho para fazer na faculdade sobre "História da Arte", mas k tinha mta dificuldade no português, em escrever, em redigir, portanto, se eu não me importasse, e telefonicamente, poderia dar-lhe uma ajuda. Eu respondi: tá bem, dá-lhe lá o nº e logo se verá. Ela deu-lhe o nº, e nesse mesmo dia, à noite, ele telefonou-me. Lá disse o k era o trabalho e as dificuldades k tinha na escrita.
    Eu tinha 32 anos, já dava aulas desde os 20, e portanto, escrever nunca me assustou, e além do mais, tinha feito dois anos de História da Arte, na faculdade, por snobismo, somente, não por gosto.
    No decorrer da conversa k foi longa, eu percebi k o interesse principal não era o trabalho para a faculdade, pke eu várias vezes lhe disse: ora começa a escrever, respondendo-me ele sempre k seria melhor se fosse pessoalmente, pke era disperso na atenção e não retinha, não conseguia acompanhar o k eu lhe estava a ditar.
    Disse-lhe k não tinha mto tempo, como era verdade, pke para além das aulas, dava explicações em casa a 14 pessoas. Ficou calado, e disse-me k nos poderíamos encontrar à noite ou no fim de semana. À noite? Tu és doido? Pensas k tenho 19 anos e a tua pedalada, não? Riu-se e respondeu-me: não TEM 19, mas tem vinte e poucos. Já tive, já tive, respondi-lhe. Riu-se, outra vez e disse-me k para ajudar alguém a fazer 1 trabalho não importa a idade. Os + velhos têm + sabedoria e experiência, rematou.
    Perante a insistência dele, a minha mãe fez-me sinal afirmativo com a cabeça, e eu disse-lhe: então, tá bem. Na próxima 5ª feira, por volta das 14h30m, podes vir a minha casa, pke eu tenho a tarde livre, mas traz os livros, e o k o professor pretende, pke eu não percebo nada de Arte. Aceito, disse, mas podíamos ir tomar um chá, antes. Não, não tenho tempo, tomas cá em casa, respondi-lhe. Está bem. Tenho saudades suas, vai ser mto bom voltar a vê-la. Não me dês música, pke tenho idade para ser tua mãe. Vá, tenho sono e vamos terminar a conversa. Só mais uma coisinha, disse ele. Então, o k é, diz lá! Ainda está tão bonita como estava na festa? Ah! Para além de doido, és atrevidote. Não digas + baboseiras, senão não vens cá a casa. Desculpe, desculpe, mas eu estou a dizer a verdade, o k sinto, aliás.
    Bem, vai lá dormir, k eu tb vou, e até quinta. Do lado de lá, ele respondeu: um beijinho e não se esqueça de mim. Tá bem, não sejas chato, repetitivo.

    (SEGUE)

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  12. Creio k esta conversa telefónica foi numa 2ª feira, mas até 5ª, todas as noites me passou a telefonar e falava do tempo, pois tá visto.
    Chegou, finalmente a célebre 5ª feira e lá apareceu ele mto cheiroso e com ar de "iogurte dentro do prazo", 19 anos. Eu, de chinelos, vestido simples pelos joelhos, cabelo preso com um acessório, argolas e lábios ligeiramente pintados.
    Feitas as saudações a mim e aos meus pais, sentámo-nos na sala, falámos um bocadinho e depois começamos ao trabalhar.
    Comecei a fazer o Prefácio falando e explicando em voz alta, enquanto ele me mirava de alto a baixo.
    Enquanto eu escrevia e lhe ia explicando determinados conceitos, em Arte, ele "perdia-se" a olhar para mim, e a atenção onde é k ela andava (Nuno, não fique a pensar k eu era alguma estrela de Hollywood, mas era bonitinha, de facto).
    Perguntei-lhe se as namoradas dele não eram giras. Respondeu: namorei com uma no 11º ano e com outra no 12º, e até passámos férias juntos, mas elas não tinham nada no cérebro. Sempre gostei de pessoas, mulheres + velhas k eu. Olhei-o, de soslaio.
    Então, e a namorada de agora? Não tenho, respondeu. E queres arranjar uma, pelos vistos. Ficou mto sério. Eu fiquei preocupada, pke na minha frente estava um ser em construção. A minha mãe disse-lhe: não ligue, a minha filha está a brincar, a "puxar" por si, só isso.

    Fizemos uma paragem, mais uma, e fomos lanchar chá e torradas. Comeu pouco e pareceu-me mto triste. Tive de mudar a estratégia em relação a ele. Afinal para k estudei eu Psicologia? Perguntei-lhe: estás cansado? Não, não estou, mas sou mto introvertido e sensível. Calei-me para ele "despegar" algumas das "coisas", k lhe toldavam os olhos. Falou-me da cidade onde nasceu (Beira, em Moçambique), na sua infância mto feliz e abundante, mas não gostava de estar/viver em Portugal. Queria voltar para Moçambique. Ele era de raça branca e os pais tinham feito lá fortuna.
    Disse-lhe: vamo-nos sentar no sofá para falarmos melhor, pke afinal não nos conhecemos,visto só nos termos visto duas vezes, contando com esta. O resto do trabalho far-se-á, no final da semana, aliás, eu faço-te o trabalho todo e depois explico-to. Que sorriso! Que olhar! Trouxeste carro, perguntei-lhe. Sim, aliás não sei andar sem ele. Então, sugiro k saiamos um pouco, a pé, vamos até ao centro comercial e jantas cá, mas telefonas aos teus pais, avisando-os. O rosto dele ficou tão iluminado, k não tenho palavras que possam traduzir aquilo k ele sentiu.

    Saímos e lá fomos até ao centro comercial mais próximo. Sentámo-nos numa pastelaria e falou mto tempo sobre ele e do k pretendia para o futuro. Formar-se em Arquitetura, casar e ter filhos. Respondi-lhe k esse era o sonho de qualquer rapaz ou rapariga.
    A sua colega disse-me k não era casada. É verdade? Claro k é. Tem namorado, agora? Não, nunca namorei.
    Ficou estupefacto! Como é possível?, disse. Sabes, tenho andado a colecionar cursos e os namoricos ficaram para trás. De facto, a ................. é mto diferente das raparigas k eu conheci e conheço. Pra melhor ou pra pior? Pra mtoooooooooooooooooo melhor, logicamente. E qdo pensa em começar a namorar? Sabes, eu tenho uma forma mto própria de pensar. Não faço nada, por fazer. Tudo o k faço é com empenho e amor. Não namoraria com um homem mais novo, assim como eu? Namoraria, sim, se o amasse, pke é provincianismo, no mau sentido, acho eu, pensar de outra forma. Repara, um homem de 40 anos pode casar com uma de 20, k a sociedade aprova, mas o contrário já não é aceite. Tem toda a razão. Então, vamos nós "furar" o sistema/esquema. Olhei-o com alguma serenidade e seriedade e disse-lhe: estás a pedir-me namoro? É a 2ª vez k nos vemos. Sim, estou, mil vezes, sim, aliás, não tenho pensado noutra coisa.
    Vamos embora jantar para eu transmitir a notícia aos meus pais. Acho mto bem, pke eu estou a falar mto a sério. Hoje mesmo, comprometer-me-ei com os seus pais, caso me aceite, e no fim de semana, apresentá-la-ei aos meus.
    A minha cabeça ficou num turbilhão.

    (SEGUE)

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  13. Regressámos a casa, e eu vinha um bocado "anestesiada". Caramba, um "puto" de 19 anos estava a dar a volta à minha vida!
    Começámos a jantar, fomos falando todos e no fim do jantar eu disse aos meus pais: esta tarde, alguém me pediu quase em "casamento". Os meus pais sorriram e perguntaram: quem? Na frente do.........?
    Exatamente. Foi o ............................. k o fez. Ele falou, de imediato, sem papas na língua e disse o k pretendia. Sabia k era jovem, mas o amor acontece qdo menos se espera, portanto, eu quero assumir a relação com a ............................ e comprometer-me com os senhores.
    Os meus pais penso k não levaram logo a "coisa" a sério e disseram-lhe: olha tu és mto novo e precisas de viver, portanto, vão sendo amigos, e depois logo se vê. Desculpem, mas eu não penso assim, pke eu preciso de estar com a ................... todos os dias e ela já passou dos 30, e está na altura de casarmos e termos filhos.
    Já fizeste o filme TODO?, disse eu. Não querendo ser bruta, nem deselegante contigo, tenho k te puxar para a terra, pke deves estar noutro planeta k eu não conheço. Quem te disse k me pretendo casar e ter filhos?
    É o normal, e como me disse, para qualquer mulher ou homem. Não é? É, respondi-lhe, mas imagina k eu não quero seguir a norma, portanto quero ser exceção. Não acredito, disse ele, pke o seu aspeto, o comportamento k tem, são o oposto àquilo k está a dizer. Tens razão em alguns aspetos, mas por agora, quero manter-me assim. Fez-se um silêncio tumular na sala.
    Começámos a levantar a mesa, vimos televisão, e por fim ele disse: vou-me embora para ver se TODOS refletimos. Fizeram-se as despedidas e a minha mãe acompanhou-o até à porta.
    O meu pai foi deitar-se, e eu e a minha mãe ficámos a conversar sobre o assunto, durante bastante tempo.
    Os dias k se seguiram não foram fáceis nem pra mim, nem pra ele, nem para os nossos pais. Telefonava-me várias vezes ao longo do dia, e se não o atendia, por não ser possível, ficava amuado. Falávamos à noite, todos os dias, até às tantas, e numa dessas noites, disse-me: sabe o professor já leu o trabalho k a ..............fez e já me deu nota. Então, e k nota te deu? 18 valores, mas acho k o professor ficou desconfiado, pke estava tudo mto bem escrito e com muitas imagens, e eu não costumo fazer assim.
    Há 15 dias k não TE vejo, e estou a "rebentar pelas costuras". Se tu soubesses o k isto custa! Estás a tratar-me por tu, disse-lhe eu, mas já o podias ter feito. Só não o fiz mais cedo, porque TU és exceção, como TU própria o disseste.
    Estes acontecimentos sucederam no verão, Junho/julho e eu em agosto fui de férias com os meus pais para o sítio do costume: Alentejo. As férias já não foram as mesmas, já não foram iguais às anteriores, pke havia um assunto para resolver, e alguém k não "desarmava".
    Setembro chegou, as aulas começaram e a pressão dele intensificou-se. Passou a frequentar a casa dos meus pais todos dias, e já nem havia hora, aparecia, simplesmente, e aceitei, um bocado pressionada, namorar com ele. Dias bons, dias maus, enfim...
    Fui apresentada num domingo à tarde aos pais ele e à avó paterna, e a mãe dele disse-me: o meu filho sempre teve mto "olho" , mto bom gosto, quero dizer. A "menina" é a partir de hoje vista e tratada como nossa "filha". Chamei-lhe menina, pke é aquilo k é no aspeto físico e na vivência. Sorri e agradeci, mas não fiquei desconcertada. Deu-me um ramo de rosas vermelhas à despedida, e abraçou-me de uma forma mto sincera, pareceu-me.
    Viemos para casa dos meus pais, jantar, mas eu andava fora do meu "habitat", pke tudo tinha acontecido mto de repente. Os meus pais já me tinham comprado um apartamento, ainda eles nem eu sabíamos k ele existia, e k fomos conhecer todos num fim de semana. Ele gostou do k viu, mas achou-o demasiado grande para nós, atendendo a k eu não queria prole. Começámos ambos a comprar eletrodomésticos, jogo de maples, etc. mas, eu andava sempre a adiar, até k a certidão dele de nascimento caducou.

    (SEGUE)

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  14. O seu rostinho aqui, significa k leu a continuação da história, presumo, embora sem palavras.
    É isso, Nuno?

    Um domingo mto luminoso e com mtos instantes.

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  15. Caducada a certidão, tratou logo de pedir outra, porque estava com pressa. Queria mesmo o enlace, k só iria acontecer no ano seguinte, em maio. Fez lista de convidados, ficando a escolha da igreja, tal como o local para o copo de água, à minha responsabilidade.
    O namoro foi decorrendo, com momentos bons e outros menos bons, mas eu precisava de "espaço".
    Eu, e depois de falar com os meus pais, pedi-lhe uma pausa de 2 ou 3 meses, para avaliar o passo tão importante k iria dar. Ele reagiu mto mal, ao meu pedido, mas, ainda hoje não sei quem reagiu pior, se ele ou a mãe dele, Segundo ele me disse, a mãe passou a ser seguida em Psiquiatria. Bem, não era caso para tanto, em minha opinião.
    Inicialmente, os telefonemas e idas a casa dos meus pais continuaram, mas, e como tudo o k não é alimentado, vai "mirrando", e nós não fomos exceção.
    O tempo é um ótimo "remédio" para sarar e esclarecer situações.
    Eu mantive-me fiel ao compromisso, mas um dia telefonei-lhe, pke já não havia afeto da minha parte, e disse-lhe k pretendia acabar com o nosso relacionamento. Não me respondeu e desligou-me o telefone na cara. Fiquei sem saber o k fazer e o k pensar.
    No dia seguinte volto a ligar-lhe para lhe tentar explicar a minha posição, e quem me atendeu foi a mãe k foi mto incorreta e desabrida comigo. Pedi licença e desliguei o telefone.
    Passado talvez um ano, um ano e meio, encontrei, casualmente, os padrinhos dele de batismo, e k iriam tb ser os de casamento, pela parte dele, k eram professores no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Feitos os cumprimentos, sugeriram k fôssemos lanchar, o k de imediato aceitei. Fiquei então a saber novidades do meu ex. namorado, e mto desagradáveis, por sinal.
    Vivia já com uma rapariga há algum tempo, mas raramente se encontravam e falavam, pke ele fazia vida de noite, e ela, trabalhava de dia. Seguiram-se mais duas, uma depressão, um internamento em hospital psiquiátrico e uma tentativa de suicídio. Acredite, Nuno, acreditem leitores k fiquei de consciência mto pesada, mas voltar atrás, seria enganá-lo e enganar-me. Pedi aos padrinhos dele k arranjassem maneira de eu me encontrar com ele, fosse onde fosse, pke eu precisava de lhe passar a mensagem. Prometeram falar com ele, e depois dir-me-iam alguma coisa. Esperei bastante tempo por um telefonema da parte dele ou dos padrinhos dele, mas isso nunca veio a acontecer. Como não sou nada orgulhosa, e não gosto de magoar ninguém, fui eu k liguei aos padrinhos dele na altura do natal, para, não só desejar boas festas, mas tb saber dele. Qdo comecei a falar com a Dra. (não me lembro do nome da madrinha dele), ela disse-me: iria entrar em contacto com a............... esta semana, porque o ................... vai para Moçambique, sua Pátria, e quer falar consigo, antes de partir, e o vosso encontro, caso não veja inconveniente será em minha casa, mas podem estar à vontade, pke nós seremos "cegos, surdos e mudos". Não percebi mto bem esta expressão, mas aceitei.
    Encontrámo-nos, finalmente, e acreditem k se o visse na rua, não o reconheceria. Estava meio careca, magro, devorado pela noite e pelas bebidas, vestuário e aspetos pouco cuidados, falava alto e estava mto nervoso.

    (CONTINUA)

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  16. Então, como me achas, perguntou-me. Sinceramente, acho k não deverias ir agora para o teu país, pke não estás nada bem. Achas? E sabes quem é a culpada? Não respondi, e ele falou, falou, mas deixei k isso acontecesse, pke ele precisava de pôr cá fora, o k tanto o magoou e continuava, pelos vistos, a magoar. Tentei fazer-lhe uma carícia/festa no rosto, mas fugiu para o canto da sala. Percebi, k estava a sofrer mto, mas piedade não é amor. Abreviei o nosso encontro, pke era melhor para ele. Despedi-me dos padrinhos e dele, tb. Soube, depois, k foi para Moçambique, onde trabalha como arquiteto, mas, embora ganhe mto bem, estraga quase tudo na noite.

    A minha vida continuou da mesma forma, mas, tb um dia, tomou um rumo, no plano afetivo. Em 2009 deram-se alterações, k até hoje se mantêm. Melhor, pior? Não sei, nem perco tempo a pensar nisso Trabalho, vivo do meu emprego, e não dependo de ninguém.
    Como sou mto otimista, e embora não seja já mto jovem, penso k a minha vida irá dar uma volta. Quando? Como? Porquê? Só Deus Pai, o sabe.

    (FIM)

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  17. Foi o tempo de uma musica, o tempo de uma dança apenas.
    Alindesse, ponha Batom, vista o mais belo dos vestidos, o baile vai continuar.
    Certamente muitos cavalheiros vão querer ter o prazer de uma dança.


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  18. Foi muito, mas muito mais tempo k esse tempo, ou seja, que o tempo da 1ª música.

    ALINDE-SE! Hoje, e sempre, aceito as suas sugestões.

    Provavelmente.

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